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memorial Boate Kiss

Concurso de projeto de arquitetura em memória às vitimas do acidente ocorrido na boate kiss em Santa Maria.

Etapa:

anteprojeto 

Equipe:

bloco B

Local:

Santa Maria /RS

2018

Os povos sempre olharam para o céu em busca de respostas sobre os mistérios da existência e da finitude da vida. A humanidade continuamente usou o espaço do céu para registrar, nas constelações, pessoas e objetos queridos, procurando assim que escapassem do esquecimento. O espaço do Memorial de Santa Maria preserva a imagem de 242 estrelas da noite de 27 de janeiro de 2013, uma noite diferente das outras, que juntou num mesmo curso a história de várias vidas que corriam separadas. Uma narrativa é contada através do percurso que engloba diversos elementos e sensações. A fachada renuncia o entorno, convidando o usuário a olhar para dentro.  

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Ao acessar o memorial, o visitante transcende o espaço e experimenta uma suspensão no tempo ao deparar-se com uma praça envolta por um anel de luz. A lembrança da paisagem do interior vem à tona por meio de ervas do campo e pedras de basalto. Ali uma árvore sombreia o espaço e celebra a vida ao desabrochar suas flores em janeiro, anunciando que é tempo de lembrar. A foz de águas mansas que marca o acesso junto à calçada da rua compartilhada reaparece na praça, onde enfrenta corredeiras e continua seu curso para dentro do edifício memorial convidando o visitante a prosseguir até o seu interior. Esse é integrado à praça através grandes aberturas, num espaço que se configura como um amplo salão. Um ambiente livre que permite diversos usos, onde uma de suas paredes conta a história dos acontecimentos de janeiro de 2013 e seus desdobramentos por meio de uma exposição permanente.  

Finalmente, o visitante é conduzido para dentro da Sala das Estrelas, onde a luz do sol atravessa 242 furos na cobertura, projetando no chão e nas paredes o céu da noite de 27 de janeiro de 2013. Um olho d’agua no chão marca ao mesmo tempo, o fim e o recomeço do percurso. Um espaço de ressignificação que através da luz, transforma as ausências em eternas presenças.  

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